DESTAQUES:

Dell acusa concorrentes de formação de cartel

A Dell entrou com uma ação contra cinco fabricantes de telas LCD, acusando-os de formação de cartel, com a fixação em conjunto de preços de produtos.

O processo foi iniciado na sexta-feira (12/3) na Corte Distrital dos Estados Unidos na Califórnia, contra Epson, Hitachi, Sharp, Toshiba e HannStar, de acordo com o representante da Dell, David Frink.

“As telas de LCD foram vendidas por preços artificiais e inflados, feitos por o que acreditamos ser uma colaboração ilegal”, disse Frink.

A Dell não especificou quanto dinheiro pretende ganhar no caso. Segundo Frink, a fabricante vai esperar o julgamento. As cinco fabricantes não foram encontradas para comentar o caso.

Diversas fabricantes de LCD já foram consideradas culpadas por fixarem preços em uma investigação feita pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. As condenações resultaram em multas de mais de 860 milhões de dólares.

Em dezembro, a Nokia processou um grupo de fabricantes de telas por fixação de preços, e a Comissão Europeia iniciou uma investigação similar à do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Fonte: IDG News Service, 16/03/2010

Zona Sul (RJ) entra no atacarejo

Target muda de AB para CDE
Reconhecida pelo seu posicionamento de atender as classes A e B da zona sul do Rio de Janeiro, a empresa surpreende e entra no segmento de atacarejo – lojas de atacado que também atendem o consumidor final e são frequentadas principalmente pelo público com menor renda. A unidade foi inaugurada nesta semana no bairro da Olaria, na zona norte da cidade, e leva a marca Mega Box. Os investimentos somaram R$ 8 milhões.

“O atacarejo é uma nova oportunidade de mercado, baseado em pesquisas que mostram a potencialidade desse ramo de negócios. A Mega Box é uma empresa distinta do Zona Sul, tanto em relação à operação quanto à gestão”, afirma Jaime Xavier, diretor comercial da rede.

As diferenças vão além do público atendido. Enquanto as lojas do Zona Sul têm, em média, 560 metros quadrados de área de vendas e vendem produtos diferenciados, como importados, além de algumas terem seções de pizzaria e espagueteria. Já a Mega Box possui 5 mil metros quadrados de área de vendas e trabalhará no sortimento com produtos que geram maior volume.

A loja de atacarejo do Zona Sul enfrentará a concorrência de, pelo menos, outras quatro lojas desse formato presentes na mesma avenida onde ela se encontra.
Fonte: O Globo

A lua em cada um de nós.

O princípio feminino é intrínseco ao ser humano
por: Luciana M. S. Ferraz

Uma das coisas que me atraiu na Organização Brahma Kumaris foi a possibilidade de fazer a ponte entre fatores que pareciam opostos. A coexistência de valores e qualidades, antes tidas como excludentes, me ajudou a romper algumas crenças que limitavam minha percepção do ser grandioso que somos. Ao compreender nossa complexidade a ponto de dizer que cada pessoa é ‘um mundo’, também passei a ver que a própria essência do ser humano está calcada num destes opostos coexistentes.

Por um lado, somos todos iguais como seres espirituais, energias metafísicas ou almas de luz. Em contrapartida, somos diferentes, seja no tocante aos interesses, gostos, personalidades ou, simplesmente, porque cada um de nós tem uma história singular na Terra. Isso é reflexo dos relacionamentos e experiências, das influências do meio, da cultura e da religião.

Neste cenário em que cada um de nós é ator e herói do palco de nossas vidas, o Sol e a Lua são poderosos holofotes que trazem luz, inspiração e energia ao desempenho humano. São também princípios universais de qualidades que retratam o masculino e o feminino. O Sol, visto como o princípio masculino, representa a força, o movimento, o dinamismo. Já a Lua, o feminino, simboliza a intuição, a sutileza, o cuidado, a aceitação. Ambos se complementam e são necessários para o desenvolvimento completo do ser. Um não é melhor do que o outro, nem se referem ao homem ou à mulher. Eles são aspectos da mesma vitalidade, como polaridades opostas que coexistem de forma equilibrada no indivíduo consciente e espiritualizado.

Sol e Lua

Conhecer as qualidades solares e lunares nos ajuda a compor um poderoso espelho, no qual verificamos a face profunda de nosso ser interno e descobrimos em quais aspectos é necessário o refinamento de nossas habilidades para nos tornarmos plenos como o Sol e a Lua cheia. Às vezes, precisamos agir, outras, recuar. Com certas pessoas podemos ser claros e firmes, com outras temos que ser brandos, senão elas ''quebram''. Há momentos da vida em que precisamos ter coragem para tomar uma atitude. Em outros, porém, a paciência é a melhor solução.

Faz parte da experiência alcançarmos o equilíbrio e a complementaridade entre as qualidades para termos sucesso no enredo de nossas vidas. Temos que ter uma reserva de poder espiritual para que possamos acessar a qualidade necessária, na hora certa. Apenas quando tivermos cada virtude desenvolvida plenamente, garantiremos o equilíbrio ou a temperança na nossa ação. O conhecimento do significado das qualidades positivas e a sua aplicação no dia-a-dia garantem o seu desenvolvimento ao ponto de tornarem-se naturais no nosso desempenho. Esta é uma meta a ser alcançada e uma aprendizagem que se estende ao longo de nossa existência.

Todos carregamos o Sol e a Lua, como princípios a serem cultivados dentro de nós e temos como referência Deus, a fonte de toda benevolência e força espirituais, com quem aprendemos que somos estrelas vivas: estrelas de esperança, de paz e de sucesso na constelação humana. Agora é só meditar e despertar sua luz. Ela já existe internamente e apenas requer que você conecte o interruptor da sua consciência.

Luciana M. S. Ferraz é socióloga e coordenadora nacional da Organização Brahma Kumaris. Autora dos cds de meditação orientada Sol e Lua, Viagem Interior e Meditação Raja Yoga, dentre outros.

Lucro da Friboi (JBS) cresce com melhora do mercado

O frigorífico JBS-Friboi, o maior grupo de proteína animal do mundo, registrou lucro líquido de R$ 127,9 milhões no quarto trimestre de 2009, revertendo o prejuízo de R$ 53,2 milhões de igual trimestre de 2008. No acumulado do ano, o resultado líquido foi positivo em R$ 129,4, milhões, bem acima do lucro de R$ 25,9 milhões de 2008.

No comunicado divulgado na noite de sexta-feira, o presidente do grupo, Joesley Batista, diz que o bom desempenho se deveu às melhorias nas condições de mercado na maior parte dos países onde a empresa atua, com exceção da Argentina, que fechou o trimestre e o ano com margens negativas.

A receita líquida caiu 23% no último trimestre de 2009 na comparação com mesmo período de 2008, para R$ 7,4 bilhões. No entanto, no ano todo, avançou 13,1% para R$ 34,3 bilhões. O lucro antes de juros , impostos, depreciação e amortização (Lajida) cresceu 49,6% no trimestre, para R$ 397,8 milhões, e 11,2% no ano todo, para R$ 1,28 bilhões, sempre na comparação com igual período de 2008. A margem Lajida quase dobrou, de 2,8% no quarto trimestre de 2008 para 5,4% entre outubro e dezembro de 2009.

A conclusão da compra do Bertin e da americana Pilgrim´s Pride fez com que o endividamento líquido saltasse de R$ 3,8 bilhões no terceiro trimestre de 2009 para R$ 9,4 bilhões no quarto. A relação com o Lajida caiu de 3,3 vezes para 3,1 no mesmo período.
Fonte: Valor, Fabiana Batista

Loja virtual do Carrefour entra em colapso

No primeiro dia de operação da loja virtual do Carrefour, algo (ainda não divulgado...) impediu a grande maioria dos internautas previamente cadastrados de navegar e usufruir dos benefícios tão divulgados: 20% de desconto e acesso exclusivo.

Acesso?!?!?! Poucos foram os que conseguiram navegar...

Menor ainda foi a quantidade de internautas pré-cadastrados no site que conseguiu finalizar uma compra, pois após as 08:00h da manhã ninguém mais conseguia acessar o portal.
Por volta das 09:00h, o Carrefour postou uma página estática informando de problemas no portal, que seriam normalizados às 14:00h.  Mas...  Não aconteceu.
Infelizmente, até agora (21:29h) o portal gera acesso instável (quando gera).

Lamentamos pelo fiasco do gigante francês e esperamos que os benefícios anunciados sejam válidos para outro momento de compra, pois conheço muita gente que já declarou "nunca mais voltar a acessar o site".

Ao Carrefour, boa sorte!

Parabéns Cidade Maravilhosa!

Rio de Janeiro, 445 anos.

Carrefour dará 20% de desconto para internautas

O francês Carrefour definiu estratégia para gerar acessos e atratividade dos internautas em sua nova loja virtual - que deve estar em operação já no início de março.

Os clientes que acessarem o portal e se cadastrarem na loja virtual, terão benefícios exclusivos que vão desde acesso exclusivo no lançamento da loja virtual até 20% de desconto no valor da sua primeira compra online.

É uma estratégia bastante audaciosa, pois sabemos que é muito difícil prever - mesmo na era digital-online que vivemos - o volume de acessos gerado no primeiro dia de funcionamento do Carrefour online...  Vinte por cento no varejo pode significar muito dinheiro...
Aproveite para se cadastrar agora e garantir seus benefícios: http://www.carrefour.com.br/

Consumidor valoriza atendimento

O Grupo Padrão e a empresa Shopper Experience entrevistaram 350 consumidores em Porto Alegre e a opinião de que o atendimento antecede o fator preço foi maioria em 61% dos entrevistados.

Sempre que se pensa na escolha do consumidor, a tendência é acreditar que os critérios para uma decisão de compra sejam encabeçados pelo preço do produto. No entanto, esta alternativa está incorreta, ou pelo menos ultrapassada, segundo resultado obtido pela pesquisa As Empresas que mais Respeitam os Consumidores, que ouviu 350 porto-alegrenses entre os meses de outubro e novembro.

O resultado não surpreende os pesquisadores e consultores do varejo. Eles reforçam a afirmativa de que os clientes estão cada vez mais exigentes e informados, e que hoje em dia o diferencial na escolha é o bom atendimento e o contato com funcionários educados e de boa apresentação. Logo após a preferência pelo atendimento, o grupo entrevistado destacou, na ordem de importância, a qualidade dos produtos, superando as condições de pagamento e o preço, que ficaram em terceiro lugar como fator de influência na hora da compra.

"O principal requisito para ter um cliente fiel é, sem dúvida, o contato personalizado, não só no varejo, mas nos setores de indústria e serviços", diz Stella Kochen Susskind, coordenadora da pesquisa e presidente da Shopper.

Ela reforça que o consumidor quer "ser tratado como indivíduo, e não como um número", lembrando que cada um tem necessidades distintas. A naturalidade do vendedor, a atenção especial que ele destina ao cliente, o interesse manifestado com bom-senso são fundamentais, segundo ela. "Ficar oferecendo algo que a pessoa não quer comprar é um grande erro", alerta Stella.

Segundo Roberto Meir, especialista internacional em relações de consumo e um dos realizadores da pesquisa, os clientes consideram atendimento, qualidade e imagem características básicas em um produto. "Os empreendedores devem ficar atentos, pois os resultados demonstram que são fatores essenciais para concorrer no mercado," aponta Meir.

Clientes querem vendedores que os ajudem a comprar.

Para o empresário Eduardo Tevah, conferencista que ensina ferramentas para impulsionar as vendas do comércio varejista, os produtos estão ficando cada vez mais parecidos, e os preços também. Por isso, ele concorda com a teoria de que o grande diferencial de um lojista é o bom atendimento. "Os clientes querem um vendedor que os ajude a comprar, através do seu conhecimento, e não um vendedor preocupado em vender - nisso há uma grande diferença."

Com experiência em vendas desde a juventude, o empresário utiliza uma estratégia peculiar de pesquisa de perfil de clientes e de busca de informação para treinamento de pessoal no conglomerado Tevah, onde é vice-presidente: esporadicamente ele atua como vendedor de forma anônima em suas lojas. "Faço isso com o objetivo de entender mais a necessidade do cliente, saber o que ele está pedindo, ouvir suas objeções e dificuldades. Essas informações também são subsídios para capacitar o vendedor para que ele melhore o atendimento, adequando-se à demanda real dos clientes." Tevah garante que o resultado desta ação é uma equipe mais afinada e bem preparada. "Boa parte das empresas de varejo ainda não tem a cultura do treinamento, mas isso é fundamental", opina.

Criar diferenciais deve ser também uma meta para os empresários. "Com a globalização, a concorrência cresceu muito, então os diferenciais junto ao consumidor são essenciais", reforça Júlio Tannus, consultor, pesquisador de mercado e professor de pesquisa de mercado. "O ponto principal de um negócio é o consumidor. O empresário precisa estar junto do cliente, entender suas necessidades e tratá-lo bem", orienta Tannus, ressaltando que com a incorporação das classes C e D no mercado brasileiro os consumidores passaram a ter perfis absolutamente diferentes em todos os parâmetros. Ele destaca que dependendo da idade e do objetivo da compra, o cliente pode exigir atitudes diferentes de um vendedor. "A tendência do varejo é crescer, mas é preciso treinamento para o bom atendimento, para que os vendedores tenham feeling de identificar o perfil de cada consumidor."

"Carrefour não está a venda."

Presidente mundial do grupo nega venda da operação brasileira para o Walmart. O plano da rede francesa é outro: faturar R$ 60 bilhões no Brasil e somar mil lojas em 2015.

Nas últimas semanas, o grupo Carrefour tem sido bombardeado por uma série de especulações sobre a possível venda de suas operações no Brasil. Segundo notícias publicadas pela imprensa europeia, o Walmart teria feito no final do ano passado uma proposta de aquisição dos ativos do Carrefour nos países emergentes. Como é comum nessas ocasiões, a rede francesa negou as afirmações por meio de comunicados. Apesar disso, a boatoria só aumentou. Na semana passada, a reportagem da DINHEIRO conversou com um analista francês que ouviu, do próprio Lars Olofsson, CEO mundial do Carrefour, o que ele pensa sobre o assunto. Olofsson, que já teria se irritado com a insistência no tema, disse o seguinte: "Não vamos deixar o Brasil e a China. Até entendemos que algumas empresas tenham interesse nesses ativos. Mas não vendemos." Em entrevista à DINHEIRO, Jean Marc Pueyo, presidente do Carrefour no Brasil, enfatizou a posição do grupo. "Não estamos à venda." Para reforçar o interesse da rede em manter sua marca no Brasil, Pueyo apresentou os planos da corporação para o País. E eles são bastante ambiciosos.
Segundo o presidente da operação brasileira, o Carrefour pretende atingir um faturamento bruto de R$ 60 bilhões em 2015. "Esse é o valor mínimo a que queremos chegar", diz Pueyo, que apresentou pela primeira vez os detalhes do programa. Para se ter uma ideia do tamanho do desafio que o grupo se impôs, em 2009 suas receitas no Brasil totalizaram R$ 24 bilhões (9,3 bilhões de euros), alta de 4,6% sobre o ano anterior. Trata-se de um crescimento superior ao do Pão de Açúcar, que viu suas receitas subir 4,1% em 2009. O desempenho do Carrefour no Brasil é melhor que nos principais mercados do grupo na Europa. Tomando como base de comparação outro emergente, o Carrefour brasileiro também ganha de lavada. Na China, as vendas caíram 1,8%.
"Até entendemos que algumas empresas tenham interesse na operação brasileira. Mas não venderemos."
LARS OLOFSSON, CEO MUNDIAL DO GRUPO CARREFOUR

A meta de R$ 60 bilhões em faturamento não inclui possíveis aquisições. É apenas crescimento orgânico, por meio de abertura de lojas. De acordo com Pueyo, a varejsta terá 750 pontos de venda no Brasil até o final de 2011 e outros 250 estabelecimentos devem ser inaugurados até 2015, perfazendo um total de mil supermercados. Nessa conta, entram as unidades de todas as quatro bandeiras: Atacadão, Dia%, Carrefour e Carrefour Bairro. Em dois anos, a rede francesa quer estar presente em todos os 26 Estados brasileiros.

Hoje, a varejista possui pontos em 20 Estados. Para alcançar a meta, a empresa estuda a criação de um formato inédito de loja, que passará a ser testado no País já em 2010, conforme adiantou Pueyo. "Só posso dizer que será uma evolução de nossos modelos atuais", diz o executivo. Embora ele não confirme, o projeto é comandado por uma área interna batizada de Carrefour Malls e existe uma sala com funcionários na sede do grupo, na zona sul de São Paulo, destinada apenas a tratar de negócios na área imobiliária e formatos de pontos de venda.

Popular e Rentável: sucesso de vendas em São Paulo, rede de supermercados Dia% terá o modelo de loja "exportado" para estados nordestinos

Segundo fontes do mercado, a ideia é ampliar a área de serviços dos pontos para aumentar o tráfego em loja e ainda ganhar com o aluguel desses espaços. "Entre as três maiores cadeias do País, o Carrefour é aquela com menos formatos de lojas. Isso é uma fragilidade", diz Eugenio Foganholo, sócio da Mixxer Consultoria.
Não se pode esquecer que nem sempre a experiência da cadeia foi vitoriosa em seus formatos. A rede precisou fechar as lojas Champion pelos fracos resultados.

Pueyo afirma ainda que, no primeiro semestre, devem ser abertas no Brasil as primeiras salas de cinema dentro de hipermercados Carrefour que atendem as classes C e D. Para analistas, o Carrefour demorou a definir projetos específicos para essas classes e para regiões como o Nordeste. Cerca de 17% das vendas da cadeia são geradas pelas operações nessa região. No Walmart, estima-se que essa participação chegue a mais de um terço das receitas. O plano do Carrefour é entrar com força no Nordeste por meio do Atacadão e do Dia%, que devem consumir boa parte dos investimentos de R$ 2,5 bilhões no País até 2011.

As mudanças na rede também passam pela inauguração de sua página de compras na internet. O site vai ao ar na primeira quinzena de março."Não posso antecipar a data, mas está tudo pronto", afirma Pueyo. É mais uma iniciativa no sentido de reforçar a mensagem de que a companhia está com os pés fincados no Brasil. E o francês Pueyo tem alguma vontade de ir embora? "De jeito nenhum."
Fonte: IstoÉ Dinheiro, por Adriana Mattos

O que faz uma idéia pegar?

Para os americanos Chip e Dan Heath, mensagens simples são as mais poderosas e grudam na cabeça do consumidor

Por que algumas ideias pegam e outras não?

Chip: Nós acreditamos que algumas ideias têm alguns traços em comum. Elas carregam mensagens simples, essenciais, e são inesperadas, sólidas, emocionais e dignas de crédito. Um exemplo - que aliás é nosso exemplo de marketing predileto - é o do garoto propaganda da rede de lanchonetes Subway, o Jared, que perdeu 120 quilos comendo no Subway. Essa história satisfaz todos os critérios. Mas, acredite se quiser, a princípio alguns altos executivos do Subway vetaram a campanha porque os advogados advertiram que existiam riscos legais em sair por aí dizendo que comer no Subway pode ajudar alguém a perder peso.

Vocês argumentam que a parte "simples" é justamente aquela em que os donos de empresas e comunicadores se dão mal. Por quê?

Chip: No livro, nós chamamos isso de "praga do conhecimento", um traço de fato particularmente comum entre empresários. Eles passam anos desenvolvendo um produto e quando chega a hora de vendê-lo querem que todos sejam informados de cada pequeno detalhe. Mas para ter uma ideia que pegue mesmo é preciso editar a mensagem, refiná-la.

As empresas que vocês citam são da área de produtos de consumo. Como aplicar seu check list ao mercado de business-to-business?

Dan: Parece que o mundo do marketing acredita que os consumidores, quando compram algo para si, são totalmente emocionais, mas que no instante em que chegam ao emprego e adquirem alguma coisa para a empresa passam a pensar só em eficiência e otimização. Há uma história interessante sobre uma campanha da Microsoft. Ela surgiu porque o pessoal do marketing um dia percebeu que os desenvolvedores de software se definem como criativos. Antes dessa percepção eu aposto que os marqueteiros achavam que eles é que eram os criativos. Por isso, os marqueteiros criavam folhetos diferentes, descrevendo produtos minuciosamente. Em vez de fazer isso, a Microsoft usou um apelo emocional, tratando os desenvolvedores como criativos. O resultado foi que as vendas desse produto cresceram.

Por Mike Hofman. Copyright 2007 (Inc.). Distribuída por Tribune Media Services Internacionais

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