DESTAQUES:

Atendimento e serviço. Diferenciais de poucos. Insucesso de muitos.

Em Itaipava (Petrópolis, RJ), mantenha distância de um charmoso barzinho (até visualmente atraente) chamado Pastarella, na Rod.União Indústria, 10.290.

Há um tempo atrás, no início do inverno passado o atendimento e atenção com que os clientes eram recebidos e tratados poderia ser um diferencial.

Contudo, na noite de ontem (sáb. 12/12) tive a pior experiência de consumo jamais vivida em meus 38 anos de vida.
Ao levar meus pais, esposa e filho ao Pastarella, todos optamos pelo rodízio de pizza - exceto minha esposa que preferiu se servir num buffet de frios e queijos.

Após pedir as bebidas, ficamos aguardando o início do rodízio, mas passaram uma, duas, três rodadas de pizza e nossos pratos e talheres sequer haviam chegado. (nisso, foram-se 40 minutos!)
Mas, como o "papo" estava bom, não ligamos.
Minha esposa foi até a mesa de frios e queijos e...  SOCORRO!!! Sem exceção, todos estavam ressecados e com péssima aparência.  Minha impressão é que estavam lá - fatiados e cortados - há uns dois dias... ...intocados...  ressecados e esquecidos.

Ao pedir para o gerente fatiar novos pedaços, a resposta foi: "Não sei não...  Tá todo mundo muito atolado lá dentro..."  PASME!

Mais 1 hora se passou e eu e meu filho havíamos degustado UMA fatia de pizza.

Meus pais, com medo de morrer de fome, optaram por cancelar o rodízio e pediram uma pizza de aliche - que chegou em 15minutos!

Passada mais 1,5 hora eles acabaram a pizza, mas eu e meu filho ficamos a ver navios...  Fora a primeira fatia, ofereceram uma rodada de pizza de gorgonzola - que nem ele nem eu gostamos...  (isso porque ao chegarmos já havíamos sinalizado ao garçom nossa preferência: Calabresa, Alho e Margherita.  Difícil né?!?!?)

Enfim, perdemos a fome e decidimos pedir pizza doce;  De chocolate.

Depois de contados 25 minutos, o garçom trouxe UMA FATIA de pizza de chocolate - fria...  gelada...  horrível!!!

Foi a gota d´água.  Pedi a conta e voltamos para a casa dos meus pais, onde fatiamos nossos próprios frios, abrimos um excelente vinho e curtimos um fim de noite estrelado em Itaipava.

Em resumo:  Mantenha distância do tal Pastarella e avise seus amigos para evitar maus momentos.

Nova Casas Bahia reforça liderança do francês Casino na América Latina

O Groupe Casino agendou com os analistas de investimentos na Europa uma reunião em Paris para explicar, entre outros assuntos, a fusão no Brasil das operações da Casas Bahia com o Ponto Frio, na qual o Pão de Açúcar terá 51% de participação. O encontro, iniciado ontem à tarde, se estenderá até amanhã. O controle do Pão de Açúcar é dividido ( 50% e 50%) entre o Casino, comandado por Jean-Charles Naouri, e o empresário Abilio Diniz desde 2005.


A criação da Nova Casas Bahia, que além do Ponto Frio agrega as operações do Extra Eletro, foi bem recebida pelos analistas que acompanham as ações do francês Casino. A operação reforça sua posição de maior varejista na América Latina e coloca-o à frente na região das duas gigantes mundiais, Walmart e Carrefour.

O Casino ocupa apenas o quinto lugar entre as redes da França, atrás do Carrefour, Auchan, Leclerc e Intermarché, e a 28ª posição entre as maiores redes do mundo. Na Europa, a rede é a 10ª maior cadeia.
As vendas líquidas do Casino totalizaram € 28,7 bilhões em 2008 e a sua divisão internacional respondeu por 35% da receita líquida no ano passado. O Carrefour, a maior cadeia da Europa, fechou 2008 com vendas líquidas consolidadas de € 87 bilhões e havia conquistado o título de maior varejista no Brasil em 2007, com a aquisição da rede popular de atacado Atacadão, mas perdeu esse posto agora para o seu concorrente francês.

Em seu relatório sobre os resultados do Casino no terceiro trimestre, os analistas do Deutsche Bank já apontavam para o "sólido desempenho internacional do grupo, que compensou os fracos números na França".

"Acreditamos que o acordo [fusão da Casas Bahia com o Ponto] é um saudável movimento estratégico do grupo Pão de Açúcar, ao criar uma varejista líder em não-alimentos, segmento com forte taxa de crescimento no Brasil", diz o analista da gestora Chevreux, em seu relatório sobre a operação. O negócio enfatiza o forte portfólio de operações internacionais do Casino, que são "bem administradas".

Além do Brasil, o Casino controla a rede Exito, maior varejista da Colômbia, e a Big C, na Tailândia. Na América Latina, o grupo também possui operações na Argentina, Uruguai e Venezuela. O Casino está presente ainda na Holanda e no Vietnã.
A consolidação da Casas Bahia vai agregar R$ 13,9 bilhões às vendas brutas anuais do Grupo Pão de Açúcar, ou o equivalente a cerca de € 5,5 bilhões. Somada à receita do Ponto Frio e a rede Extra Eletro (Pão de Açucar), a nova empresa que vai nascer dessa aliança terá um faturamento de R$ 18,1 bilhões, ou cerca de € 7,2 bilhões.

No terceiro trimestre deste ano, as vendas do casino ficaram abaixo das expectativas de alguns analistas, com uma queda de 1,4% sobre igual trimestre de 2008. A receita somou € 7,1 bilhões. Na França, as vendas caíram 5,3%, para € 4,45 bilhões, mas a divisão internacional apresentou um crescimento de 6% na receita, que totalizou € 2,62 bilhões no terceiro trimestre.
Na França, a varejista não apresentou uma melhora em relação ao primeiro semestre de 2009 e até houve uma deterioração dos resultados se comparados aos obtidos no segundo trimestre.
Fonte: Valor Econômico, por Claudia Facchini

COP15: Cientistas usam supercomputador para calcular impactos do aquecimento

(nada sobre varejo neste post, mas é de leitura indispensável;  Afinal, como será o nosso futuro???)

Na reportagem especial desta quarta-feira (09/12) sobre as mudanças climáticas, o Jornal Nacional contou a história de uma ilha que pode sumir do mapa e os efeitos do aquecimento global na vida marinha.

Palmeiras na ilha de Ghoramara há menos de 2 anos atrás


O mesmo local, hoje...
(imagens: TV Globo, G1.com)

O topo de uma palmeira é a lembrança de que ali havia terra firme. A ilha de Ghoramara, na Índia, já perdeu metade do território e pode, em breve, sumir da face da Terra. Sete mil habitantes foram embora e outros estão preparando a partida.

No Japão, a ameaça também vem do mar: há sete anos, águas vivas gigantes, de até dois metros de comprimento, infestam algumas regiões litorâneas, prejudicam a pesca e provocam queimaduras nos pescadores. Elas existiam somente na China, mas migraram para o local e se proliferaram.

Um professor da universidade de Hiroshima diz que há várias causas. Entre elas, a elevação da temperatura da água causada pelo aquecimento global.
Na China, os sinais estão no alto das montanhas. As geleiras do Tibete diminuem 20 metros a cada ano desde 1990.

O Japão tem alguns dos centros de previsão e pesquisas climáticas mais avançados do mundo e está usando a tecnologia para descobrir o que vai acontecer com o planeta nos próximos anos. Um globo no museu de ciências de Tóquio mostra o aquecimento da terra até o ano 2100. É uma visão do futuro, um futuro nada animador.
Os cientistas japoneses estão usando um supercomputador, que ocupa um andar inteiro de um prédio, para calcular os efeitos do aquecimento global.
Com isso, eles simulam o que vai mudar em cada ponto do planeta com o possível aumento de 3ºC na temperatura até o fim do século.

Uma das conclusões: o número de tufões na Ásia e de furacões na América do Norte vai cair de 80 por ano, em média, para 66. Em compensação, a força do vento no epicentro vai aumentar em até 20% e as chuvas em até 60%.

Rota

Akio Kitoh, diretor do departamento de pesquisas sobre o clima do Instituto de Pesquisas Meteorológicas, diz que eles também vão mudar de rota. Esse é o próximo passo da pesquisa: descobrir onde os tufões e furacões, mais violentos que os de hoje, vão passar.
Os cientistas japoneses também fizeram previsões para o Brasil. No Nordeste, os dias consecutivos de seca que, segundo ele, hoje são 100 por ano, em média, podem chegar a 130 em algumas áreas. No Centro-Sul do país, as chuvas que castigam a região no verão vão aumentar de intensidade.

O professor diz que parte do aquecimento é inevitável, é um ciclo do planeta, que foi acelerado pela ação do homem. E que, por isso os países têm que se preparar.
“Mas, se queremos diminuir esses efeitos, temos que fazer a nossa parte”, conclui ele
Fonte: Jornal Nacional, G1.com.br

Jonhson & Johnson produzirá embalagens sustentáveis no Brasil

O Brasil será sede de um dos quatro centros de inovação em design da Jonhson & Johnson no mundo, ao lado da França, EUA e Xangai. A cidade escolhida foi São José dos Campos, no interior de São Paulo, que desenvolverá embalagens para os produtos da América Latina. “O objetivo da J&J é padronizar suas embalagens no mundo e transformar esse item em um diferencial ainda mais competitivo para os produtos”, explica Renato Wakimoto, diretor de Estratégia de Design e Embalagem da Divisão de Consumo da J&J.
Além disso, a sustentabilidade entrou na pauta da confecção de embalagens. Tanto que a empresa estabeleceu nove diretrizes para que a produção cause menos impacto ambiental “Dentro dessa nova filosofia, a J&J privilegia, por exemplo, a utilização de materiais reciclados e recicláveis e de matérias-primas certificadas, que não tenham sido extraídas através de desmatamento”, comenta Wakimoto. Para isso, a companhia passará, a partir de 2010, a utilizar o polietileno verde e descartará o PVC.
Somado à questão ambiental, o impacto social das embalagens também passa a fazer parte das preocupações da J&J. A Delta, consultoria internacional com foco em trabalhos sócio-ambientais, foi contratada para selecionar cooperativas de catadores de lixo que fornecerão material para os fornecedores da empresa. “Numa primeira fase estamos avaliando as cooperativas que possuem as melhores práticas sociais e de sustentabilidade”, declara o diretor. O projeto conta, ainda, com parceiros como Walmart, Suzado Papel e Celulose, a prefeitura de São José dos Campos, e a Ancor.
Fonte: Valor Econômico

C&A inaugura loja verde no Brasil

A segunda loja sustentável da rede C&A no mundo será inaugurada hoje, 08/12 em Porto Alegre (a primeira foi inaugurada na Alemanha).

Tudo foi sustentavelmente pensado e planejado para funcionar de forma a racionalizar o consumo de energia elétrica, água e inclusive emissões de CO².


A nova loja conta com um "telhado verde" de área superior a 600m².  Este espaço estará pronto para visitação em meados de fevereiro 2010 e será responsável por garantir a economia do uso de ar condicionado (já que o calor interno no prédio será menor), armazenamento de água da chuva e promover a biodiversidade. Visitas programadas irão promover a educação ambiental para clientes e grupos.

Mais sobre o "Glossário da Conferência do Clima"...

Protocolo de Kyoto
É o instrumento jurídico internacional complementar e vinculado à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que traz elementos adicionais à Convenção. Entre as principais inovações estabelecidas pelo Protocolo, destacam-se os compromissos de limitação ou redução quantificada de emissões de gases de efeito estufa.



Conferência do clima em Copenhague

Você sabe o que é CO2 equivalente (CO2e)?

CO2e. ou CO2eq. significa “equivalente de dióxido de carbono”, uma medida internacionalmente padronizada de quantidade de gases de efeito estufa (GEE) como o dióxido de carbono (CO2) e o metano. A equivalência leva em conta o potencial de aquecimento global dos gases envolvidos e calcula quanto de CO2 seria emitido se todos os GEEs fossem emitidos como esse gás. As emissões são medidas em toneladas métricas de CO2e por ano, ou através de múltiplos como milhões de toneladas (MtCO2e) ou bilhões de toneladas (GtCO2e). O dióxido de carbono equivalente é o resultado da multiplicação das toneladas emitidas do GEE pelo seu potencial de aquecimento global. Por exemplo, o potencial de aquecimento global do gás metano é 21 vezes maior do que o potencial do CO2. Então, dizemos que o CO2 equivalente do metano é igual a 21.

Durante a Conferência Mundial sobre as mudanças climáticas (COP15), o VarejoMix irá tirar suas dúvidas e trazer informações sobre novas expressões e vocabulários ligados à sustentabilidade.  Aproveite!

*GEEs - Gases de Efeito Estufa: constituintes gasosos da atmosfera, naturais ou antrópicos, que absorvem e reemitem radiação infravermelha. Segundo o Protocolo de Quioto, são eles: dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O), hexafluoreto de enxofre (SF6), acompanhados por duas famílias de gases, hidrofluorcarbonos (HFCs), perfluorcarbonos (PFCs).

Novo Presidente à frente da Kraft

Mark Clouse deixa o cargo, após dois anos à frente da subsidiária, para assumir a área de biscoitos da companhia no mundo.
No comando da Kraft brasileira, Clouse vendeu a sucos Maguary para a Empresa Brasileira de Bebidas e investiu R$ 100 milhões na construção de uma fábrica de chocolates e refrescos em pó em Vitória de Santo Antão (PE).

Romeu Lacerda Neto, diretor de chocolates e biscoitos no País, assume interinamente pela segunda vez, até decisão sobre o nome do novo presidente.

A Kraft Foods Brasil teve receita líquida de R$ 2,2 bilhões em 2008 com crescimento de 10% sobre o ano anterior.

Relacões Lógicas - Mais eficiência na comunicação

Em entrevista dada a Beatrice Gonçalves, do Portal Empreendedor, o especialista e doutor em Comunicação Fábio França apresenta sua proposta para implementar a lógica nos relacionamentos corporativos.
Segundo ele, a relação da empresa com clientes, acionistas, funcionários e fornecedores pode ficar mais prática e objetiva:  Ao invés de dividir os públicos em interno e externo, ele utiliza o conceito de públicos essenciais e não-essenciais e trabalha com cada um o objetivo do relacionamento e o grau de participação e dependência no negócio. A teoria foi elaborada após estudo com 20 empresas multinacionais em que o pesquisador percebeu a dificuldade em utilizar conceitos teóricos das relações públicas no dia a dia.

França é uma das referências no Brasil em relações públicas. Sua mais recente publicação Relações públicas: teoria, contexto e relacionamentos (Editora Difusão) foi escrita em coautoria com James E. Gruning e Maria Aparecida Ferrari.


Como foi a experiência de escrever o livro Relações públicas: teoria, contexto e relacionamentos em coautoria com James E. Gruning e Maria Aparecida Ferrari?

Fábio França – O livro nasceu de uma parceria com o professor americano Gruning, que se dedica há mais de 30 anos ao estudo das Relações Públicas, e com a professora de Relações Públicas da Universidade Metodista de São Paulo Maria Aparecida. No primeiro capítulo do livro, o professor Gruning fez uma síntese da Teoria da Excelência que ele criou e uma abordagem das teorias de relações públicas. O texto é ideal para os estudantes porque traz elementos importantes da área. Maria Aparecida, que trabalhou muito nos Estados Unidos e no Chile, escreveu sobre um assunto que não é muito comum entre nós que é o contexto latino-americano das relações públicas. Como eu já trabalhava com a parte dos relacionamentos corporativos, fiz uma síntese do meu trabalho sobre públicos que é resultado da minha tese de doutorado na Universidade de São Paulo (USP). Eu mostro que para entender os públicos é preciso uma visão lógica e não apenas uma visão sociológica ou situacional. Eu fiz uma conceituação de públicos e foi a partir daí que trabalhei com os relacionamentos corporativos.

Em seus estudos o senhor usa conceitos lógicos nas relações públicas. Como ele se aplica?

Fábio França – Eu coloquei uma relação lógica no estudo que permite definir o objetivo da relação, o envolvimento desse público com a empresa, as expectativas da empresa e as expectativas do público. Isso cria um processo em que é possível analisar o ponto de vista da empresa, do empregado e do público. À medida que a empresa determina a política e qual é o objetivo da relação com cada público, é mais fácil identificar os públicos e definir o tipo de relacionamento necessário com cada um deles. Assim eu estabeleço também o nível de dependência e de participação desse público na empresa, de que maneira eu devo me relacionar e me comunicar com esse público. Pela lógica nós podemos identificar cada momento, tipo de relação, forma de comunicação e com isso ganhar em eficiência e transparência. Nesse sentido a conceituação lógica difere das demais porque ela determina com precisão o perfil do público, o tipo de relação, o objetivo da relação e o nível de envolvimento do público com a empresa (dependência, participação ou interferência).

O que esse conceito se difere dos demais?

Fábio França – A definição mais comum utilizada nas relações públicas é a que divide o público em interno e externo. Esse é um conceito muito geográfico e se presta a muitas confusões porque trata os públicos de uma maneira muito massificada. Por esse conceito, entende-se por público interno diferentes categorias como o setor dirigente, o intermediário e o operariado de uma empresa. Mas eu entendo que esse público interno tem características muito diferentes. No caso dos públicos externos também não há como tratá-los como iguais porque cada público tem uma função específica e tem relações diferentes com a empresa. As outras conceituações partem do princípio que haja sempre um conflito e que os diferentes públicos se reúnem para resolvê-lo. Mas na prática isso não funciona assim. Nos negócios as relações são mais objetivas.

O senhor acredita que o conceito lógico é mais aplicável em comparação com os demais conceitos?

Fábio França – Sim. Porque no caso do público empregado, a empresa pode definir o tipo de funcionário que ela quer ter. Uma espécie de parâmetro para dizer que ela admite pessoas que tenham determinado perfil. A partir daí a empresa define o tipo de relacionamento e de políticas que ela vai trabalhar para manter seus empregados motivados, estimulados e produtivos. Além disso, a empresa determina qual é o objetivo que ela tem com seus funcionários e isso torna a relação mais clara. Ao mesmo tempo, a empresa define qual é a expectativa que ela tem com o empregado, e espera que o empregado seja dedicado, honesto, ético e comprometido com o serviço.

O que o senhor entende por relacionamentos essenciais e não-essenciais? Como é possível classificá-los?

Fábio França – Os relacionamentos essenciais são aqueles que a empresa depende para existir, se manter e sobreviver. Nessa categoria eu tenho os públicos constitutivos, os donos dos negócios, investidores, e os constitutivos primários como os empregados dos quais a empresa depende para funcionar. Todos os públicos essenciais estão ligados à atividade fim e à missão da empresa. Os públicos não-essenciais são aqueles que estão ligados às atividades meio. Por exemplo, as agências de publicidade que não fazem parte da empresa, mas prestam um serviço de qualidade para ajudá-la a se comunicar melhor, ter visibilidade e credibilidade.

No livro Relações Públicas o senhor afirma que é preciso ter cuidado para não incorrer no erro de tratar o público de forma homogênea. De que forma isso é possível?

Fábio França – Vamos pegar o exemplo de uma empresa que tenha de 10 mil a 15 mil empregados – isso quer dizer que ela tem um público de funcionários heterogêneo. Os empregados têm diferentes culturas, vêm de diferentes regiões do País e têm expectativas diferentes. Eu não posso tratar os empregados e tratá-los como se fossem um único público. É preciso estabelecer parâmetros para conhecer o público interno e desenvolver programas de comunicação de caráter específico e geral. A comunidade com a qual a empresa se relaciona também não é homogênea. Ela tem uma infinidade de públicos que eu não posso tratar da mesma forma, eu tenho que conhecê-la em profundidade. Aí entra um aspecto frágil no Brasil que é não estarmos acostumados a fazer pesquisa. É preciso fazer pesquisa para ver quem é o meu público interno, de onde ele vem, qual é a cultura desses empregados, quantos têm formação superior. O cliente é mais diversificado ainda.

O senhor fala de uma terceira categoria de públicos formados por uma rede de interferência que podem atingir os negócios da empresa. Quem são esses públicos?

Fábio França – São públicos que podem interferir de uma maneira positiva ou negativa no negócio. Por exemplo, a mídia. Em um determinado momento os veículos de comunicação podem publicar notícias favoráveis que defendem a empresa; em outro, elas podem publicar notícias negativas. Eu entendo que deva existir um relacionamento muito construtivo da empresa com a mídia para que nos momentos de crise a empresa possa ter como gerenciar essa relação. Outra rede de interferência importantíssima são os concorrentes. A inteligência competitiva da empresa precisa analisar e prever as tendências e ver se a concorrência não vai sair na frente no lançamento de um determinado produto. Nessa rede de interferência eu incluo também os grupos ideológicos que não compartilham os mesmos posicionamentos da empresa.

Como trabalhar cada público?

Fábio França – O relações-públicas deve trabalhar com os acionistas os relatórios financeiros e informações sobre o andamento da empresa. Com o cliente deve utilizar os veículos de promoção, de campanha de propaganda, publicidade, eventos e feiras. Com o empregado, trabalhar com a política de contato face a face, encontros e diálogo.

Depois que são identificados esses públicos, como o relações-públicas pode se aproximar deles e manter um relacionamento duradouro?

Fábio França – Eu tenho que conhecer os públicos. Depois eu preciso determinar a importância deles na organização e estabelecer que tipos de relacionamento eu quero ter com eles. É importante que a empresa esteja sempre presente nas relações com seus públicos de interesse. Se a empresa quer fidelizar esse público, ela precisa ter um relacionamento muito mais estreito e planejado. No caso do cliente, é preciso que ele se sinta beneficiado pela empresa. Isso aos poucos vai gerar na mente dele uma lembrança positiva. Se a empresa precisa se relacionar com uma comunidade e fazer com que ela tenha uma atitude mais favorável aos negócios, a empresa pode investir em uma parceria de sustentabilidade com a prefeitura para melhoria de saneamento básico, escola, alfabetização.

Como e quando a empresa consegue perceber o retorno dos investimentos em relações públicas?

Fábio França – É preciso estabelecer qual é a meta que se quer atingir na relação com os públicos, que tipo de comportamento quer conseguir, que atitude quer mudar. Se o relações-públicas estabelecer essas metas corretamente, então a empresa pode ter retorno a médio prazo. A empresa vai perceber o retorno na medida do atendimento correto e na medida em que ela atende a expectativa do público. No caso do relacionamento com os empregados são pequenas coisas que somadas vão aumentar o nível de comprometimento do funcionário. Eles se sentem felizes quando há oportunidade de carreira na empresa e bons salários. Um benefício que eles não querem perder.

Como construir uma relação de credibilidade com todos os públicos?

Fábio França – A empresa tem que ser veraz e as pessoas precisam estar convictas de que vale a pena manter o relacionamento com a empresa. Isso aumenta a sua reputação. A empresa que utiliza os conceitos lógicos e identifica cada forma de relacionamento e estabelece instrumentos eficazes específicos ganha em eficiência e transparência. Isso fará com que a empresa aja de uma forma uniforme diante de todos os públicos.

Qual era a visão que se tinha sobre as relações públicas quando o senhor começou a dar aula em 1958 e qual a visão que se tem hoje?

Fábio França – No começo havia muita euforia em torno das relações públicas, a expectativa era de uma profissão com função operacional que pudesse ajudar as empresas. Nos últimos anos, as relações públicas estão se voltando mais para uma atividade de relacionamento com os públicos da organização. Agora os relações-públicas são a inteligência da empresa nas relações com o mercado e com os públicos, porque determinam as políticas que as empresas devem seguir para trabalhar a reputação e a identidade corporativa. Cabe aos profissionais da área estabelecer as políticas de relacionamento com cada público e desenvolver programas, estratégias e ações. Nós consideramos a empresa bem-sucedida quando ela consegue atingir seus objetivos, e os relações-públicas são bem-sucedidos quando fazem com que a empresa se situe da melhor forma possível na relação com todos os seus públicos.

Como os alunos têm recebido a proposta de utilizar a lógica nas relações públicas?

Fábio França – Eu tenho usado esse processo há mais de cinco anos em sala de aula. Os alunos têm usado essa conceituação e têm conseguido excelentes resultados. Assim que o aluno entende a lógica do processo, ele aplica corretamente e desenvolve programas muito bem-feitos.

* * *

Não há dúvidas de que este processo tem sólidos fundamentos e que aplicações práticas parecem trazer resultados positivos.
Portanto, acho que podemos divulgar e vender esse conceito internamente em nossas empresas, iniciando mesmo que em esferas menores para avaliar e mensurar os resultados.

Pão de Açúcar consolida aquisição das Casas Bahia

Em negociação fechada na madrugada desta sexta-feira, o Grupo Pão de Açúcar fechou acordo de aquisição das Casas Bahia. O grupo de Abílio Diniz fará o anúncio oficial em coletiva de imprensa marcada para às 11h de hoje.
A negociação foi feita por meio da Globex, controladora do Ponto Frio, adquirida pelo Grupo Pão de Açúcar em junho. Com essa aquisição, o Grupo se tornou a maior companhia do varejo brasileiro, com faturamento de R$ 40 bilhões, 137 mil funcionários e 1.807 lojas em 18 Estados.
Fonte: O Estado de São Paulo

Pesquisa com consumidores gera crescimento de 21% na L´Oreal

O bom desempenho registrado no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado é fruto de uma estratégia adotada em 2008, quando a L'Oréal começou a vender fórmulas de produtos para cabelos 100% nacionais, pautados nas necessidades da brasileira. Antes, tudo era desenvolvido no exterior.
A subsidiária criou um centro de pesquisas no Rio de Janeiro que já responde por seis linhas e mais de 100 fórmulas de marcas como Elsève e Garnier. O laboratório, que custou estimados R$ 50 milhões, é o quarto em funcionamento fora da Europa e mostra a importância que o Brasil tem para a L'Oréal.

Mas não é só isso. A empresa resolveu fazer o investimento para aumentar sua participação no mercado nacional, hoje em torno de 14% – a Unilever é a líder com 17%. Era preciso entender as preferências da brasileira, para traduzir esse conhecimento em produtos específicos.

Em setembro de 2008, a empresa lançou a primeira linha gerada no Brasil – a Elsève Reparação Total 5 que, em abril deste ano, já era a mais vendida da marca Elsève e a terceira mais consumida no País. Ela foi criada depois de pesquisa que mostrou o interesse da consumidora por produtos que combatessem ao mesmo tempo cinco problemas: quebra dos fios, ressecamento, opacidade, rigidez e pontas duplas.

Outro lançamento, esse recente, é o Garnier Liso Absoluto, que torna escovas e chapinhas mais duradoras. Ele foi criado depois da constatação de que a brasileira tem fixação por fios lisos – um terço das consumidores quer se livrar das ondas.

Ainda mais agora, após divulgação do resultado das análises (ainda que questionáveis) de testes realizados pelo ProTeste com protetores e bloqueadores solares, onde a marca da L´Óreal figura entre as únicas duas marcas de protetor/bloqueador solar com 100% de aprovação, certamente a francesinha irá aumentar seu share também nesta categoria...
Em relação às análises do ProTeste...  ...Isto é uma outra história...
Fonte: Revista Exame e Dados do Mercado

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